As Músicas do Maquinarama – Preto Damião

Capa_Maquinarama

 

Última música da saga #AsMúsicasdoMaquinarama, Preto Damião ganhou análises das fãs paulistas Helena Leite e Rakky Curvelo. Confira:

Para a Helena, Preto Damião que é a última música do Maquinarama e como última musica leva o peso de fechar o álbum com maestria e faz isso muito bem, confesso que a primeira vez que ouvi Preto Damião me lembrei imediatamente de um terrero de cambomblé, de capoeira, enfim de toda cultura vinda da mãe África. Preto Damião fala de um cara forte, de um homem sofrido, de um negro buscando seu lugar no mundo. Para Helena, Preto Damião seria uma éspecie de primo pobre de Faroeste Caboclo, pois por menor que seja tem suas semelhancas, enfim Preto Damião é uma dessas músicas que ficam eternizadas em nossa memoria, Samuel Rosa mostra todo seu gingado nessa canção!

Já a Rakky vê em Preto Damião o universo do negro em uma homenagem honesta e singela. Todos os batuques e suigues da canção, até os instrumentos usados (esta deve ser uma das primeiras músicas do Skank em que é possível ouvir o som da cuíca, instrumento musical afro-brasileiro) contam não só a história de um homem, Damião, mas de toda uma geração que lutou, que sofreu, mas que nunca deixou de acreditar.

Ao citar grandes negros da história da música, como Jimi Hendrix, Chuck Berry (Jonhy Be Good!) Samuel Rosa e Chico Amaral retomam a história da escravatura, do racismo e dos problemas enfrentados pelos negros em todas as esferas sociais. Com a menção à tradições, santos, danças e crenças, a canção evolui para a marcação da bateria enquanto a história de Damião e seus antepassados é gritada por Samuel. Outra homenagem quase imperceptível está no verso “E ver o dedo finalmente aprender /
A melodia que ninguém sabe fazer”, que, para Rakky, representa uma menção à música negra, sempre classificada como percursora de ritmos, de histórias e comportamentos, afinal, ritmos como o jazz, o R&B, o soul e o rock surgiram na cultura negra.

A mensagem final é das mais positivas: quando Damião diz que não se entrega, que vai lutar por tudo o que é seu, ele mostra a força de seu povo e de sua raça. E finaliza sua história tocando guitarra e sorrindo, só para começar.

E aí, o que achou das análises? Comenta com a gente! Quem sabe você não é o próximo a aparecer por aqui?

Abraços e beijos,

Equipe Skankarados

 

  • Por isso e outros tantos motivos que sou muito fã da galera do Skank. Eles mexem na cultura sabem o que falam. Sou do interior de Sâo Paulo e desde novo acompanho a trajetória dos caras que viajam bastante mas que quando lançam um disco novo sempre tem um história por trás dele. Obrigado.

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