As Músicas do Maquinarama – “Ali”

Capa_Maquinarama

 

E a clássica dos casais, do Maquinarama, dos anos 2000 finalmente ganhou análise aqui no Skankarados. Estamos falando de “Ali”, que o Roberto Kenji analisou e que você confere abaixo.

O que tentar dizer, o que tentar expor, o que tentar sem querer ser clichê, ser diferente? O que dizer de Ali? Dizer o que de algo que sintetiza, clarifica, dignifica, suplica e ainda ratifica magnificamente e de forma tão redundante o que a mente, o corpo, o peito, a alma unem em vontade de ser aquilo ali, ser Ali. Não tem como não dar diversos nós na garganta ao falar dessa que há anos representa aquilo que fosse eu, um músico e/ou letrista, de sucesso ou não, a coisa que eu mais gostaria de ter feito parte, amaria ter participação, nem que fosse levando um cafezinho no estúdio, mas fazendo parte daqueles cinco minutos mais representativos da minha vida e que 5 x 500 mil vezes já reproduzidas repetidamente nestes últimos quase 14 anos, dignificam o momento, salvam uma angústia imensa e glorifica o dom de poder ouvir, sentir e compreender, de saber que ainda existe um coração e que a mente entende o que precisa entender do que  Ali foi, do que é e do que sempre será.

Não é só o ela entrar ali, é também o sequer pedir a menor licença na vida. Não é somente o batom de cor caqui ou olhos de água  vindas de outros oceanos, é sim ter as tardes que passaram como imagens e invenção. Mas e se eu não posso ter tudo isso? Eu fico imaginando a espera do que há de vir, pois eu sei que há de vir, sim, afinal tudo, está ali, tudo.

A razão do fixo seja imaginando e crendo no que será ou vendo e relembrando o que foi, olhar o impossível, imaginário, se perder, errando, querendo acertar, vergonha de tantas coisas, de não ser o suficiente, necessário. Sentir-se afagado por um olhar, uma palavra, ver aquelas tardes, de miragens e ilusões de céu azul, sol, calor, preenchimento.

Ela partiu ou simplesmente o silêncio arrastou tudo ao nada, passos tão representativos… em meio a tanta falta… do que dizer, do que seria ou foi. Cores, colagens, sons e emoção que todos talvez nunca saibam.

Mas o que importa é acreditar no que está ali, seja lá o que esteja ali pra você. 

Tá arrepiado? Nós também!

Ouça “Ali” abaixo e clique aqui para participar do novo grupo que vai analisar “Preto Damião”. A gente conta com vocês!

Abraços e beijos,

Equipe Skankarados

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