As Músicas do Maquinarama – A Última Guerra

Capa_Maquinarama

Agora começou a esquentar!

Para a nona faixa do Maquinarama, nós recebemos três candidatos para tecer suas análises a respeito da canção. Por isso, não teve jeito: cada um escreveu um pouquinho e a gente publica abaixo as opiniões mais diversas que essa música despertou na cabeça dos Skankarados. Confira:

Denise Martins

Enquanto “Ali” fala sobre um possível encontro amoroso e de tudo o que o envolve – desejo, expectativa, imaginação, “A última guerra” traduz a outra ponta da história: o fim de um relacionamento.

Uma canção pungente sobre amor, com versos singelos e poderosos ao mesmo tempo. “Seu amor seca hidroelétricas, Corrompe os melhores diáconos, Seu amor esquenta os átomos, E rompe com a minha métrica”.

Amor que transforma e transborda, que troca o caminho do tempo e muda o curso do vento. E na mesma intensidade surgem os conflitos, capazes de deixar escombros se não houver diálogo e conciliação.

Contrariando outra música do cd, amores não são inabaláveis… Às vezes, é preciso fazer a poeira subir e passear em nós, sair da zona de conforto…

E lutar para que, de fato, seja a última guerra e o recomeço de uma nova fase.

Helena Leite

Sempre que ouço a música “A Última Guerra” me vêm a cabeça a cena de escombros de uma guerra. Música de uma parceria pesada e genial: dois mineiros (Samuel Rosa e Lô Borges) e o paulista Rodrigo Leão.

Na minha percepção, a música fala de um amor avassalador, capaz de grandes feitos, parece falar da briga de um casal, mas da importância desse amor, colocando qualquer briga ou desavença em último plano. Meu trecho preferido da musica é esse:

Seu amor justifica a crueldade
Troca o caminho do tempo
Seu amor muda o curso do vento
Ilumina toda a cidade

Roberto Kenji 

A Última Guerra é sutil, vai ganhando a atenção a cada instrumento que vai chegando de mansinho, mas arrebata de uma vez só, com tamanho envolvimento entre letra e melodia, enxergo nela até um presságio do que seria o Skank do Cosmotron, ali, na faixa 9 do Maquinarama.

É uma senhora canção de sofrimento, a representação da briga, do fim, a importância e falta que essa pessoa faz em sua vida, falta essa que dignifica um instante, tão curto e tão massificado em entonações tão belas quanto melancólicas, entretanto tão significativo momento, de tão puro sentimento, de quem ainda a ama, o segundo eterno de poeira que se move diante daquele trapo de ser e que era tão elevado em amor outrora, mas que naquele instante representado em silêncio, junto à poeira e intensificado em letra, harmonia e sutileza, sofre, mas diz no fundo, que isso só acontece, pois valeu a pena, ela o dignificava. Uma canção daquelas que somente os corações oprimidos sabem bem as respostas.

Mas um show a parte sãs as importâncias dadas a ela, em especial neste trecho: “Seu amor justifica a crueldade, troca o caminho do vento, seu amor muda o curso do vento, ilumina toda a cidade”. Que maestria, sendo tão direta, mesmo sendo sutil.

Uma das grandes canções injustiçadas na discografia do Skank, certamente seria sucesso em rádios, Mtv’s da vida e etc., mas é até melhor assim, ela fica mais íntima dos fãs!

Gente! Cada análise linda, não é? Esses Skankarados tão querendo fazer a gente chorar!

E você, tá achando que não vai ter a sua vez? Tá é enganado. As análises para #AsMúsicasdoMaquinarama continuam em fase de produção e você pode se candidatar para escrever a sua bem aqui nesse link.

Abraços e beijos,

Equipe Skankarados 

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