As Músicas do Maquinarama – Muçulmano

Capa_Maquinarama

A sexta análise de #AsMúsicasdoMaquinarama chegou para contar um pouco de como a galera vê a letra de “Muçulmano”, faixa 6 do trabalho. Quem assumiu a responsabilidade de compartilhar esses sentimentos com a gente foram as fãs paulistas Helena Leite e Rakky Curvelo. Confira abaixo o que elas têm para dizer.

A Helena contou que “A velha fotografia amarela na carteira / Minhas longas costeletas / Seu cabelo de hospital” é a parte favorita dela da música, que para ela, é uma viagem só.

Além disso, ela vê esse som, composto pelo Rodrigo Leão, como uma música que fala de um amor, no passado e no presente, de tudo que há de melhor em um relacionamento, de como a química do casal é perfeita.

Ela também já teve a oportunidade de conversar com o Rodrigo sobre essa e outras músicas (como você viu por aqui) e comentou que perguntou pra ele o que era esse “cabelo de hospital” aí. Ele disse que é aquele cabelo “bagunçado”. =D 

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Já a Rakky vê a canção como uma declaração de que o amor pode ter os caminhos mais incorretos. Em sua análise, ela vê o “amante”, o cara que canta a música , assim como na religião muçulmana, como um ser monoteísta, é um servo de seu deus, de seu “amado”,  que se pega numa variação entre o adorar e querer bem ao ser amado e saber que se vai sofrer, sendo submisso. 

Para ela, os caminhos que levam ao refrão, em cada uma das estrofes da música, podem querer dizer coisas muito distintas: na primeira parte, o amor é uma assombração, que persegue e que não deixa ser livre, mas faz feliz. O ranger do assoalho e o esquentar do colchão seriam a ligação entre esses opostos. Na segunda parte, existe o arrependimento, como se o “amante” tivesse cometido um erro que fez as coisas deixarem de ser legais, virando apenas uma lembrança  (a fotografia amarela / as costeletas / o cabelo de hospital). Já a terceira parte fala da devoção do “amante” ao “ser amado”, que sabe que precisa seguir os caminhos da submissão e da aceitação para que tudo dê certo.

Para finalizar, ela acha que todos esses versos ligados com o pré-refrão “Do Muçulmano à Meca / Do Santo à compaixão / Você é meu descaminho / É minha direção” são a declaração de certeza do “amante” de que, apesar de saber que o “ser amado” vai fazê-lo cometer os mais diversos tropeços e parecer estar sempre no caminho errado, é alguém pelo qual vale a pena lutar, porque não existe outra direção a seguir, por mais errada que esta pareça para todo o resto do mundo. O refrão “Agora eu sei / You know, you know” e o pós-refrão “Tudo engraçado / Tudo é legal / O nosso começo / Não tem final” parecem assinalar essa certeza, pois o “ser amado” também sabe que vai fazer o “amante” errar, mas não pode viver de outra forma. 

Já tá rolando lá no Grupo dos Skankarados no Facebook a seleção de quem vai fazer a análise de Maquinarama, sétima letra e canção que dá nome ao disco. E aí, vai encarar?

Abraços e beijos,

Equipe Skankarados

Fevereiro 24, 2014

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