As Músicas do Cosmotron – Formato Mínimo

Skank - Cosmotron

 

As analises estão chegando ao fim, mas a gente continua animado. Formato Mínimo, faixa nove desse álbum tão brilhante, ganhou análise da Rakky, que você lê abaixo. Confira:

É só mais uma história de amor de uma noite só. O nome da música já diz isso. Lembro que quando o lançamento do CD coincidiu com o novo formato do site, os fãs da “Oficial – Skank” no Yahoo! Grupos (#SDDS Yahoo! Grupos!) dizia que o site era “Formato Mínimo”, porque foi nesta época que o fórum desapareceu de lá. E eu pensava que o formato mínimo também podia trazer coisas boas, assim como o formato mínimo para uma história de amor também pode ser bonito. 

Os belos versos (não, essa não é do Chico Amaral, é do Rodrigo F. Leão!) encerram-se sempre com proparoxítonas (a não ser pela “licença poética” do Rodrigo, no último verso, grafando a palavra “rúbrica”). Ao mesmo tempo que a canção te dá uma aulinha de português (tinha que ser jornalista pra lembrar disso né?) ela é um retrato fiel de noites vazias que podem se iluminar, justamente por serem aquele único momento. O que há de errado no sexo só por ser sexo? E se você quiser um príncipe só por aquele curto momento de uma noite? E se você quiser a próxima só por aquele instante? Dá pra dizer que se for só um momento não é amor? Claramente não é esse o final da música. Bom, ouça e tire suas próprias conclusões, porque com tantos acentos, é possível concluir muito mais. 

Formato Mínimo – Skank 

Começou de súbito
A festa estava mesmo ótima
Ela procurava um príncipe
Ele procurava a próxima

Ele reparou nos óculos
Ela reparou nas vírgulas
Ele ofereceu-lhe um ácido
E ela achou aquilo o máximo

Os lábios se tocaram ásperos
Em beijos de tirar o fôlego
Tímidos, transaram trôpegos
E ávidos, gozaram rápido

Ele procurava álibis
Ela flutuava lépida
Ele sucumbia ao pânico
E ela descansava lívida

O medo redigiu-se ínfimo
E ele percebeu a dádiva
Declarou-se dela, o súdito
Desenhou-se a história trágica

Ele, enfim, dormiu apático
Na noite segredosa e cálida
Ela despertou-se tímida
Feita do desejo, a vítima

Fugiu dali tão rápido
Caminhando passos tétricos
Amor em sua mente épico
Transformado em jogo cínico

Para ele, uma transa típica
O amor em seu formato mínimo
O corpo se expressando clínico
Da triste solidão, a rúbrica

Veja as outras músicas já analisadas usando a tag As Músicas do Cosmotron aqui no blog e siga a gente no Facebook e no Twitter para saber tudo o que estamos aprontando!

Abraços e beijos,

Equipe Skankarados

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *