As Músicas do Cosmotron – Os Ofendidos

Skank - Cosmotron

A saga tá quase acabando, mas ainda não acabou! Cosmotron foi o primeiro álbum do Skank a ter mais de 12 faixas (14 meu amigo) e é por isso mesmo que Julho tem sido um mês tão movimentado aqui no blog. Usando a tag As Músicas do Cosmotron você acompanha quais sons já rolaram por aqui com analise dos fãs. Hoje é dia do LG, do Luiz Gustavo Pierangeli dizer o que ele acha de um dos sons desse álbum. LG é um dos membros fundadores do FC Skankarados e analisou “Os Ofendidos” que você confere abaixo:

Essa música de cara foi uma das minhas favoritas do álbum pela energia apresentada na melodia, com guitarras a todo vapor… (sim, tenho o costume de ser mais lado “B”, gostar das músicas “não comerciais”).. é o tipo de música para ser ouvida com o volume lá em cima, e já perdi as contas durante esses 10 anos de quantas vezes eu vim ouvindo e pulando dentro do carro com essa música.

A letra em si conta de um jeito diferente como está o mundo atual, onde guerra, crime e violência se tornaram coisas banais que já não assustam a muita gente, pelo contrário, é um insulto à nossa vida, e os personagens relatados como o velho, “com velhas roupas e chapéu, e um olho cego”, o índio com “um cigarro em cada mão e um tenis só” e o anjo “com olhos tristes e batom, e uma ficha só”, podem ser vistos como personagens presentes no dia a dia… alguns humildes, sem posses, outros que priorizam o que não é importante e outros que ainda tem esperança, porem contam com uma ficha só para jogá-la… ou seja, é a última chance…

Outro trecho que eu gostaria de ressaltar é “Morder o calcanhar do tempo, pro tempo correr”, que retrata de maneira bem legal o sentimento que certamente todos já tivemos de querer que o tempo passe logo, para que chegue algo melhor adiante…
Não sei se viajei com essa interpretação ou não, mas o fato é que sempre amei essa música, sempre ouvi ela alto e pra mim, Cosmotron não seria o mesmo sem “Os Ofendidos”. 

Os Ofendidos – Skank

Na estrada de Pompéia me apareceu um velho
Velhas roupas e chapéu e um olho cego
Me perguntou o que havia de novo nesse mundo
Eu disse guerra, crime, e ele: o mundo não me assusta
O mundo só…

Numa viela em Corumbá me apareceu um índio
Um cigarro em cada mão e um tênis só
Me disse que era de uma tribo subindo o Paraguai
Mas esta tribo já não há, e o mundo não me assusta
O mundo só me insulta
O mundo não me assusta, não
O mundo só…

Vou deixar, vou deixar você pensar
Que o tempo parou
Vou dançar, vou dançar até chover
Razões pra viver
Morder o calcanhar do tempo
Pro tempo correr
No fliperama do Sion me apareceu o anjo
Olhos tristes e batom e uma ficha só
Me perguntou se eu precisava de alguma coisa ali
Eu disse sim, uma resposta, mas a pergunta me assusta
Mas a pergunta…

Num trecho entre inferno e céu os dois tão absortos
Torre, bispo, Diabo e Deus e um silêncio só
Segui em frente e pude ouvir um fio de conversa
Ele disse em claro som : o mundo não me assusta, não
O mundo só me insulta
O mundo não me assusta
O mundo só…

Vou deixar, vou deixar você pensar
Que o tempo parou
Vou dançar, vou dançar até chover
Razões pra viver
Morder o calcanhar do tempo
Pro tempo correr

O mundo não me assusta
O mundo só me insulta(x3)

O mundo não me assusta
O mundo só.

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Abraços e beijos,

Equipe Skankarados

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